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Como funciona o meu acompanhamento E por que não é só uma ficha de treino

Eduardo Delazzeri · CREF 037655-G/RS 23 de outubro de 2026 4 min de leitura

"Como funciona?" é a pergunta que eu mais recebo no WhatsApp. Faz sentido, até porque quem já pegou uma ficha pronta na academia, seguiu por algumas semanas e largou quer saber o que vai ser diferente desta vez.

A resposta curta é que eu não entrego um treino. Eu trabalho em um ciclo, onde eu avalio, planejo, acompanho a execução e reavalio. Depois o ciclo recomeça, já em cima do que aprendemos com o anterior.

Neste texto eu explico cada etapa, o que eu faço nela e principalmente por que ela existe.

O problema da ficha pronta

Uma ficha genérica até pode ter bons exercícios... mas continua sendo uma ficha genérica. O problema é que ela não sabe nada sobre você, não sabe se o seu joelho reclama no agachamento, se você tem 40 minutos ou 1 hora e meia, nem se você treina três ou cinco vezes por semana.

Ela também não muda quando a sua vida muda. E, sem nenhuma medida no começo, ninguém consegue dizer se ela funcionou.

1. Avaliação inicial é o ponto de partida

O que eu faço? Meço composição corporal, medidas, mobilidade e condicionamento.

Sem esse ponto de partida, não existe como saber se você evoluiu... e a avaliação muda o treino desde o primeiro dia:

Isso permite um treino que começa ajustado para você.

2. Planejamento, o treino que cabe na sua vida

Alinho com você três coisas: o seu objetivo, a sua rotina e o local onde você vai treinar (academia, casa ou condomínio).

O melhor treino do mundo não serve se você não consegue repetir ele toda semana. Se você tem três dias livres, o plano é de três dias. Se a academia do prédio só tem halteres, o treino é montado com halteres.

O objetivo é conseguir constância nos treinos. A maioria das pessoas não precisa de mais força de vontade. Precisa de um plano que respeite a vida delas.

3. Execução e progressão, onde o resultado acontece

Você recebe o treino no meu aplicativo, com o treino do dia, um vídeo de cada exercício e o histórico do que já foi feito. Acompanho de perto pelo WhatsApp, dá para tirar dúvidas e mandar vídeo da sua execução para eu corrigir. Se for o acompanhamento presencial, vou estar do teu lado pra ajustar isso na hora!

É na execução que a maioria dos planos se perde. A pessoa não lembra como fazer o exercício, não sabe quanto peso usar ou sobe a carga rápido demais.

Por isso a carga sobe aos poucos. Às vezes é só 1 kg de cada lado, quando a execução está boa e ainda sobra um pouco de esforço. Parece pouco, mas somado ao longo dos meses, é o que faz você ficar mais forte sem parar de evoluir nem se machucar.

Se a sua rotina apertar, a gente ajusta. Eu não sumo no meio do caminho.

Evolução contínua, com técnica e você nunca fica sem saber o que fazer.

4. Reavaliação: números

A cada ciclo, eu meço tudo de novo e comparo com a avaliação anterior.

É a reavaliação que diz o que está funcionando. O que deu certo a gente mantém. O que travou, a gente muda.

Um exemplo real: uma aluna da consultoria começou com o condicionamento classificado como regular. No início, 2 minutos de trote leve já deixavam as pernas queimando. Em 5 meses, a reavaliação mostrou o condicionamento como bom, e hoje ela corre vários minutos seguidos sem perder o fôlego.

Sem ter um ponto de partida, isso seria só "acho que estou melhor". Com os números, a gente sabe exatamente o quanto melhorou e o que planejar a seguir.

Cada ciclo começa melhor do que o anterior.

O que você não vai encontrar aqui

Presencial ou online?

O ciclo é o mesmo nos dois formatos. O que muda é onde ele acontece:

Vamos conversar?

Na primeira conversa, eu entendo o seu objetivo e a sua rotina e digo com sinceridade qual formato faz mais sentido para você. Se nenhum fizer, eu também digo.

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