Depois de algumas semanas treinando, essa pergunta sempre aparece. Às vezes a pessoa se olha no espelho e não vê diferença. Às vezes sobe na balança e o número não mexeu... ou até subiu.
É aí que entra a reavaliação. Ela é a última etapa do meu ciclo de acompanhamento e, ao mesmo tempo, o começo do próximo. Neste texto eu explico o que eu comparo, como eu te mostro os resultados e como isso decide o que muda no seu treino.
O que eu comparo
Na reavaliação, eu repito as mesmas medidas da avaliação anterior: composição corporal, circunferências, mobilidade e condicionamento. Medir do mesmo jeito é o que permite comparar de verdade.
Mas eu não olho só pro corpo. Também entram:
- As cargas. Como cada exercício evoluiu desde o último ciclo.
- O volume de treino. Quanto trabalho você fez ao longo das semanas.
- A frequência. Quantos treinos você conseguiu fazer dos que estavam planejados.
- Como você está se sentindo. Disposição, sono, dores, o que ficou mais fácil no dia a dia. Isso eu pergunto direto pra você, porque tem coisa que número nenhum mostra.
Juntando tudo isso, fica muito mais fácil entender o que está acontecendo. Se a composição corporal não mudou como esperado, por exemplo, eu consigo ver se o problema foi o treino, a frequência que caiu ou alguma coisa fora da academia.
Como eu te mostro os resultados
Você não recebe só uma planilha cheia de números. Eu te mando um relatório com o comparativo entre as avaliações e as minhas considerações, com recomendações baseadas nas referências das instituições da área da saúde.
E eu explico tudo. Quando é o caso, a gente faz uma conversa de alinhamento pra passar por cada resultado, tirar dúvidas e combinar os próximos passos. Os seus resultados também ficam guardados na área de avaliações do aplicativo, pra você consultar quando quiser.
O que muda no treino
A reavaliação existe pra tomar decisões. O que deu certo a gente mantém. O que travou, a gente muda.
Na prática, isso pode ser:
- Ajustar a progressão de carga em um exercício que estagnou.
- Mudar a divisão dos treinos, se a frequência planejada não estava cabendo na rotina.
- Trocar exercícios que começaram a incomodar.
- Aumentar ou reduzir o cardio, de acordo com o condicionamento e o objetivo.
- Conversar com o seu nutricionista, quando você tem um, pra alinhar o que está acontecendo.
Também é na reavaliação que os treinos mudam de cara. Não é trocar por trocar... é planejar o próximo ciclo em cima do que os números e você me mostraram.
Um exemplo real
Uma aluna começou o acompanhamento buscando mais saúde. Na reavaliação, junto com os números, ela me contou o que tinha percebido: mais disposição, concentração, memória, sono e força, além da redução de peso.
Quando eu mandei o relatório, deixei claro que ainda tinha pontos pra melhorar, mas que estávamos no caminho certo.
Eduardo Delazzeri