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"Não tenho tempo pra treinar" Como eu monto um treino que cabe na sua rotina

Eduardo Delazzeri · CREF 037655-G/RS 23 de outubro de 2026 4 min de leitura

"Eu até queria, mas não tenho tempo." Essa é uma frase que eu escuto muito, tanto de quem está começando quanto de quem já treina e não quer aumentar a frequência na semana.

E eu entendo. Trabalho, filhos, casa, compromisso... no fim do dia, sobra pouco. O problema é que a maioria dos treinos é montada como se você tivesse uma hora e meia livre, cinco vezes por semana. Aí não tem disciplina que aguente.

Neste texto eu explico como eu monto o treino a partir da sua agenda, e o que acontece quando a rotina aperta no meio do caminho.

O treino começa pela sua agenda

Antes de pensar em exercício, eu quero saber da sua semana de verdade. Quantos dias você consegue treinar, quanto tempo você tem em cada um, em que horário, e onde: academia, casa ou condomínio.

Se você tem dois dias, o plano é de dois dias. Se tem 40 minutos, o treino cabe em 40 minutos.

Dois treinos por semana que você cumpre rendem muito mais do que cinco que você abandona na terceira semana. Uma aluna que treina só duas vezes por semana me contou que ganhou força, resistência e não sente mais dor nas costas, "sem aquela cobrança louca de ter que treinar muito e todos os dias".

Como eu monto um treino curto

Treino curto não é treino pela metade.

Eu priorizo exercícios que trabalham vários músculos ao mesmo tempo, em vez de encher a ficha de exercícios isolados.

E quando o tempo é bem curto, entram os exercícios conjugados ou em circuito, que deixam você render mais em menos tempo.

Nada de exercício "pra encher". Cada um está ali por um motivo.

Quando a rotina aperta

Toda rotina aperta em algum momento. Viagem, fim de ano, semana cheia no trabalho, filho doente.

Nessas horas, a gente não para. A gente ajusta. Se a semana só tem espaço pra um treino, eu te passo o que priorizar nele. Se você vai viajar, o treino vai junto, adaptado pro que tiver no hotel.

Eu também acompanho a sua frequência pelo aplicativo. Já aconteceu de um aluno ficar abaixo da frequência planejada e, em vez de isso virar cobrança, eu busquei entender melhor o que estava acontecendo. A gente parou pra conversar sobre o que travou, em quais dias, e qual pequeno ajuste na organização da semana facilitaria a ida pra academia.

Às vezes a solução é trocar o horário. Às vezes é tirar um dia e deixar os outros mais completos. O plano se adapta a você, e não o contrário.

Um exemplo real

Um aluno de 36 anos já frequentava a academia antes de começar comigo, mas treinava sozinho. Sem um treino focado, ele se desmotivava e não conseguia manter a frequência que queria, de pelo menos três vezes por semana.

Com o acompanhamento, ele conseguiu manter os três treinos semanais encaixados na rotina dele. E, junto com o acompanhamento nutricional, perdeu mais de 7 kg de gordura e ganhou cerca de 3,5 kg de massa magra.

Nas palavras dele: "quanto mais atingia meus objetivos, mais motivado ficava". Atualmente estamos indo para o quinto ano de treino juntos.

Vamos conversar?

Na primeira conversa, me conta como é a sua semana de verdade: os dias, os horários, os imprevistos. A partir disso eu te digo com sinceridade quantos treinos fazem sentido pra você e qual formato combina mais, presencial em Garibaldi ou consultoria online.

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